Artigos, Blog, Dicas, Geral › 24/05/2017
Mau Hálito: Impacto na Vida a Dois
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O mau hálito, ou halitose, atinge 30% dos brasileiros e cerca de 50% da população mundial, de acordo com a ABHA (Associação Brasileira de Halitose). É uma condição que traz uma série de consequências emocionais. O cheiro pode provocar constrangimento, insegurança, isolamento, dificuldade de estabelecer relações amorosas e até baixo desempenho profissional, especialmente se o cargo exigir contato com outras pessoas.


O estômago, ao contrário do que a maioria pensa, não é o maior vilão do mau cheiro. Em 90% dos casos, o problema é de origem bucal. A higiene oral deficiente provoca o acúmulo de bactérias na parte superior da língua, e esses microrganismos liberam compostos voláteis a base de enxofre, responsáveis pela alteração do hálito. Para identificar a saburra lingual, principal causa do mau hálito, é preciso observar se a língua está com uma coloração esbranquiçada, se há uma sensação de boca seca ou descamação da cavidade oral. O cheiro característico de ovo podre ou enxofre pode ser outro sinal importante.

Você sabia que pode não perceber seu próprio mau hálito? O olfato acaba se acostumando com o cheiro e perde a capacidade de perceber o problema. A halitose pode ser mais facilmente detectada por um estranho do que pela própria pessoa. Podemos descobrir se você tem, através de exames específicos, que verificam os Compostos Sulfurados Voláteis presentes na cavidade oral e região gastrointestinal. Também é realizado o Exame de Saliva (Sialometria), e identificamos os hábitos da rotina que provocam piora do hálito, realizando um diagnóstico e tratamento personalizado!

O mau hálito é transmissível! Assim como uma gripe, se estamos com a imunidade baixa, boca seca e predisposição, podemos “pegar” as bactérias e ficar com hálito ruim! Portanto, o ideal é o casal realizar a prevenção e tratamento!
É normal acordar com mau hálito, mas após alimentação ou higiene deve melhorar. Caso contrário você tem um hálito que deve ser tratado. Outras situações como jejum prolongado, tabagismo, consumo excessivo de bebidas alcoólicas, envelhecimento, uso de alguns medicamentos, regime de restrição alimentar e baixa ingestão de água também podem agravar o hálito. Essas situações diminuem a produção de saliva, considerada o detergente natural da boca. Isso reflete na decomposição acelerada das bactérias, causando o odor desagradável.

Dicas:
– Higiene oral completa, após as refeições principais: fio dental, escovação, limpeza da língua com raspador lingual.
– Use enxaguante bucal sem álcool (usar de preferência com princípio ativo Dióxido de Cloro). Jamais use enxaguante bucal com álcool, pois causa o ressecamento da mucosa oral, piorando o hálito.
– Comer a cada três horas.
– Ingerir de dois a três litros de água por dia.
– Priorizar alimentos fibrosos, como maçã, pepino e cenoura, que auxiliam na limpeza da boca.
– Ingerir laranja, tangerina, uva e melancia são ricas em vitaminas e minerais.
– Ingerir limão, hortelã e gengibre.
– Evitar os alimentos ricos em enxofre como: couve-flor, alcachofra, cebola, cebolinha, alho, alho-porró, leite, queijos, creme de leite e derivados do leite.


Embora muita gente desconheça, a boca é a porta de entrada para uma série de doenças graves. As bactérias da boca podem cair na corrente sanguínea e prejudicar o corpo todo, desencadeando endocardite, infarto, acidente vascular cerebral (AVC), alterações glicêmicas e, no caso de gestantes, estimular o parto prematuro.
Portanto a prevenção é importante para cuidar da sua saúde como um todo!

Dicas: Dra. Renata Gouveia e Dra. Carolina Tarouco
Dra. Carolina Tarouco
Telefones: (11) 2950 6714 / (11) 99906 7091
E-mail: naturalodonto@hotmail.com
Instagram/Facebook: @naturalodonto

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